domingo, 25 de setembro de 2011

Paixão por corredores desconhecidos

Em pleno desespero ando por caminhos que não conheço na esperança de te encontrar, em qualquer espaço de tempo, seja como for... Só desejo ver você novamente.
E quando acontece é sempre no momento em que não procuro no instante em que desisto pensando que talvez você tenha sumido, imaginando então que tenha sido só uma ilusão, um raio de luz no qual eu desenhei alguém só para mim.
E então me sinto roubada, meu sangue parece subitamente sumir da minha face, meu corpo se transforma em um misto de frio e calor, falta-me ação, fico estagnada com os olhos fixos em você e cada movimento seu é como um golpe que me paralisa ainda mais.
E toda essa euforia acaba, pois o instante é muito breve.
Você passa como se não pudesse ver tudo isso, e realmente não pode! Para você eu não existo, sou só mais um rosto em meio a tantos outros colados em seus corpos que lhe esbarram, lhe acompanham, andam de encontro a você.
Não me sinto derrotada e nem a derrota me sente, não damos a mão e saímos por ai andando enquanto eu lamento por não representar nada na sua vida. Eu não me culpo, apenas espero para que tudo isso aconteça novamente!

domingo, 4 de setembro de 2011

Ser chamada de feminista, não é xingamento!!!


Vejam só a angustia de quem não sabe aonde ir. Era só uma menina que seus sonhos e ideais, era só mais um ser humano que a sociedade patriarcal quis fazer mulher.


Em um beco escuro, em um coletivo lotado, nas esquinas mal frequentadas, no ócio do homem mal amado todas de alguma forma somos agredidas pelo simples fato de ser mulher.

São olhos que nos comem, mãos que nos apalpam, humanos que agradecem por não ser com elas.

Não se calem, não é com você é com todas nós... Precisamos de união.

Quantas mulheres morrem por dia e você só agradece por não ter sido você, e antes que alguém lhe cale, você se cala.

Que tipo de vida é essa que vivemos sempre em alerta? Os passos na rua escura são rápidos e freneticamente olhando para todos os lados...

Vendemos marcas, ajudamos o capitalismo a crescer e gerar dinheiro e quanto a nós? Somos vistas só como objetos consumistas e de consumo. Que vá a merda toda a diplomacia que existe em nosso estado, é um estado de negligencia onde não se nasce mulher, se faz mulher...

Não importa o quanto lutamos... Nunca será o suficiente.

São salários menores, são nossos corpos expostos à venda, somos nós que sofremos o abuso... Tudo isso é para que não se esqueçam de que quando minha voz já não puder ser ouvida ainda há de existir a de todas vocês.



Inspiração.: Carne, Patriarcado e Capitalismo – Kiwi companhia de teatro